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01/09/2026Editorial Teva Indices

GPOS11: ETF de gestão da Grão e Índice Teva ITBR Selic Inteligente

Como o Teva ITBR Selic Inteligente (GPOS11) combina LFTs e uma NTN-B longa para manter o PMR acima de 720 dias e a alíquota de IR em 15%.

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A Teva Indices é líder em indexação para ETFs de Renda Fixa no Brasil e pioneira em ciência financeira, indexando mercados, insights e estudos para a criação dos ETFs mais eficientes do mercado brasileiro. A Teva Indices cria metodologias confiáveis, replicáveis e transparentes, cobrindo todas as classes de ativos.

A Letra Financeira do Tesouro (LFT), deveria ser o título mais seguro em reais (assumindo que o risco de pagamento do governo é o menor risco do mercado). Mas a gestão da dívida pública pede um alongamento e uma menor indexação a taxa flutuante. Por isso, na criação da legislação do ETF de Renda Fixa, uma carteira 100% LFT está estruturalmente presa à pior faixa de tributação, a de 25%.

O Índice Teva ITBR Selic Inteligente, benchmark do GPOS11, é criado para dar prazo à carteira e buscar a alíquota de 15% dos ETFs de Renda Fixa. Majoritariamente investido em LFTs com comportamento próximo ao DI, o índice também conta com a NTN-B (título atrelado à inflação de maior prazo).

OS ETFS DE RENDA FIXA DEIXARAM DE SER UM INVESTIMENTO DE NICHO

Após um crescimento de mais de quatro vezes no período de doze meses, em junho de 2026, pela primeira vez o patrimônio da classe superou o dos ETFs de ações no Brasil. Essa dinâmica reflete não só a vocação do investidor local, mas também a eficiência desses fundos.

Em 2026, 84% do fluxo de investimentos em ETFs no país foi para renda fixa.

Os ETFs de Renda Fixa oferecem várias vantagens em relação aos fundos tradicionais e investimentos diretos. Custos baixos, eficiência tributária de curto, médio e longo prazo, facilidade de resgate com cotização imediata (em tela) e liquidez em D+1.

Além da alíquota (para carteiras com prazo acima de 720 dias) ser de 15%, que em um fundo comum só se alcança após dois anos de aplicação, ETFs de renda fixa não estão sujeitos ao come-cotas e não sofrem incidência de IOF.

GESTÃO DE LIQUIDEZ É ESPECIALIDADE DA CASA

Em um país em que cerca de 77% de todo investimento tem características de renda fixa e metade da dívida pública é composta por taxas flutuantes, gestão de caixa e liquidez é a disciplina mais silenciosa e uma das mais técnicas e operacionalmente trabalhosas.

Tesourarias e investidores institucionais fazem isso há décadas com carteiras de LFTs calibradas por prazo, liquidez, estratégias de rolagem e aproveitamento de spreads.

A briga da rentabilidade se dá no detalhe e reside na eficiência operacional. É aí que os índices da Teva Indices têm seus diferenciais. A Teva Indices foi pioneira no desenho desses produtos oferecendo índices de prazo para renda fixa desde 2020 e, hoje, líder em indexação de renda fixa para ETFs, a Teva indexou a estratégia da Grão no GPOS11 para um produto que busca segurança e sofisticação.

O Brasil tem quase 50% de sua dívida pública em taxa flutuante, contra 3% da média da OCDE¹.

Até a especialização da indexação e dos ETFs de renda fixa, essa expertise não estava acessível ao investidor individual, e o lançamento de fundos como LTBX11, LIQB11, LFTB11 e POSB11 traduzem essa sofisticação operacional e rigor técnico na praticidade de um único ativo negociável em bolsa.

885 DIAS: O QUE SIGNIFICA O PMR, PRAZO DA CARTEIRA E PORQUE ELE É IMPORTANTE

É dentro do contexto do “país da renda fixa”, que a legislação de ETFs de renda fixa surgiu. Por um lado, o Brasil estava atrasado no desenvolvimento dos ETFs indexados, que já eram a principal forma de investimento do mercado americano, por outro, havia a intenção de incluir uma parcela de títulos da dívida que não fossem somente LFTs (Letras Financeiras do Tesouro, títulos de taxa flutuante).

Como os ETFs são fundos listados, a solução para isso não era controlar o tempo que o investidor ficou no fundo (como acontece na maior parte dos fundos de investimento), mas sim alongar o prazo da própria carteira, que é uma média do prazo de seus ativos.

Chamado de PMC (prazo médio da carteira), PMR (prazo médio de repactuação) ou PMRC (uma mistura dos dois), ele é responsável pela definição da alíquota de Imposto de Renda.

O Índice Teva ITBR Selic Inteligente foi construído em torno dessa eficiência. É um índice de renda fixa composto majoritariamente por LFTs, títulos públicos pós-fixados atrelados à Selic, com um controle explícito de prazo médio de repactuação da carteira (PMR) calibrado em 885 dias. O alvo não é meramente estético: nasce com o objetivo de manter a carteira, mesmo em cenários de estresse, acima do prazo de 720 dias.

A FRONTEIRA DOS 720 DIAS: O QUE ELA SIGNIFICA?

A tributação dos ETFs de renda fixa segue um regime próprio, criado pela Lei nº 13.043/2014. Em lugar da tabela regressiva aplicada a títulos e fundos tradicionais, onde a alíquota do imposto de renda diminui com o tempo a cada 6 meses investidos, no ETF de Renda fixa, a alíquota é definida pelo prazo da carteira do fundo. É uma característica do veículo, e não do investidor.

É curioso notar que para fundos normais, nos quais existe um enquadramento de curto ou longo prazo, o prazo de uma LFT conta para o prazo da carteira. Porém, para o cálculo do PMR de um ETF de renda fixa, a LFT conta com prazo de somente 1 dia.

O entendimento atual é que um ativo pós-fixado tem prazo de repactuação igual à periodicidade de mensuração do seu indexador, e não ao seu prazo até o vencimento. Segundo entendimentos da receita, a LFT repactua a taxa diariamente e por isso contribui com PMR de apenas 1 dia, seja com vencimento em 2026 ou em 2031.

Um ETF de renda fixa com objetivo de entregar retornos próximos ao DI com a menor oscilação possível investiria toda sua carteira em LFTs. Seria o ativo natural: remunerada pela Selic acumulada, tem risco de mercado baixo e é o título público mais líquido do mercado brasileiro. O problema é que, um fundo somente de LFTs não teria o prazo para a melhor faixa de tributação. Por isso, alguns índices são construídos com a adição de ativos longos como a NTN-B de vencimento distante.

PMR do ETF Alíquota de IR Observação
Até 180 dias 25% Faixa de uma carteira 100% pós-fixada
Acima de 180 e até 720 dias 20% Faixa intermediária
Acima de 720 dias 15% Alíquota mínima
Alíquotas de IRRF para ETFs de renda fixa conforme o PMR da carteira (Lei nº 13.043/2014, art. 2º; IN RFB nº 1.585/2015, art. 28).

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OUTRAS VANTAGENS TRIBUTÁRIAS

A estrutura dos ETFs de renda fixa confere ao veículo diferenciais competitivos relevantes frente aos produtos tradicionais do mercado em diferentes horizontes de investimento:

  • Curto prazo (até 30 dias): O ganho de eficiência se destaca pela ausência total de incidência de IOF na negociação das cotas em bolsa.
  • Médio prazo (até 2 anos): O investidor captura uma rentabilidade líquida superior ao acessar imediatamente a alíquota mínima de Imposto de Renda de 15%, sem a necessidade de aguardar os 720 dias exigidos pela tabela regressiva padrão.
  • Longo prazo (acima de 2 anos): O benefício se consolida pela ausência de come-cotas, permitindo que a maior parte do capital permaneça investida, gerando retorno composto ao longo do tempo.
  • Longo prazo (acima de 6 anos): Em geral, o prazo máximo de títulos LFT é de seis anos e quando os títulos vencem, há pagamento do imposto. Nos ETFs, os títulos são reinvestidos (no jargão, são rolados), de forma que só se paga o imposto no resgate. O mesmo vale frente aos CDBs: acima de dois ou três anos de prazo, dificilmente há CDB disponível — o título vence, o imposto é recolhido no vencimento e o investidor reaplica apenas o valor líquido, perdendo composição a cada rolagem. No ETF, a rolagem acontece dentro do fundo, sem evento tributário.

A tabela abaixo sintetiza como esse modelo se compara diretamente aos fundos tradicionais e ao Tesouro Direto:

ETF de renda fixa Fundo DI Tesouro Direto Selic
O que define a alíquota PMR da carteira Prazo do investidor Prazo do investidor
Alíquota no 1º mês 15% 22,5% 22,5%
Alíquota mínima 15% (imediata) 15% (após 720 dias) 15% (após 720 dias)
Come-cotas Não Sim (mai. e nov.) Não
IOF em saída curta Não Sim (até 30 dias) Sim (até 30 dias)
Vencimento do investimento Não Não (mas com come-cotas) Sim (LFT em torno de 6 anos de prazo)
Custo anual 0,10%* 0,50% 0,20%
Comparativo conceitual de regimes. *Custos anuais de referência: 0,10% do GPOS11, somando taxa global e custódia; 0,50% é a taxa média ponderada dos 15 maiores fundos de renda fixa ordenados por número de cotistas no site do ETFs Brasil; e 0,20% de taxa de custódia da B3 no Tesouro Direto, isenta para os primeiros R$ 10 mil em Tesouro Selic por CPF.

ENTENDA A CONSTRUÇÃO DO ÍNDICE TEVA ITBR SELIC INTELIGENTE, BENCHMARK DO GPOS11: METODOLOGIA, CONSTRUÇÃO E ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTO.

Como visto, a LFT é o ativo natural para entregar o DI com a menor oscilação possível. Porém, uma carteira 100% LFT, o caixa mais seguro que existe em reais, está estruturalmente presa à pior faixa tributária, a de 25%. Nenhuma quantidade de LFTs, em nenhum vencimento, aproxima a carteira dos 720 dias. Para alongar o PMR é preciso incluir um ativo com prazo.

UM DETALHE DA REGRA QUE DÁ SENTIDO AO ÍNDICE.

A alíquota aplicável é a do enquadramento da carteira na data da alienação da cota. O prazo da carteira é apurado em todos os dias em que houver pregão, com base nos valores de fechamento da carteira. Não existe período de tolerância para desenquadramento de prazo: basta um único dia com PMR abaixo de 720 dias para que a alíquota de quem vender naquele dia passe para 20%.

O Índice Teva ITBR Selic Inteligente foi pensado para se manter o máximo de tempo possível acima de 720 dias de prazo, buscando a menor volatilidade possível.

MINIMIZANDO A VOLATILIDADE

O desenho do índice é um problema de otimização: minimizar o peso do ativo volátil, sujeito a manter o PMR acima do alvo.

O primeiro passo mais básico para minimizar a volatilidade de um fundo de LFT com NTN-B é maximizar a quantidade de LFTs, pois estes títulos têm a menor volatilidade. O outro lado da moeda é que se deve ter o mínimo de NTN-Bs, e por isso, seleciona-se o título mais longo.

Em seguida, adiciona-se um prazo adicional de cerca de 30 dias nos rebalanceamentos, para que ao final do mês, o PMR ainda fique acima de 720.

Hoje, há também índices da Teva com rebalanceamentos semanais, mas o índice do GPOS11, o Teva ITBR Selic Inteligente, foi para outro lado: seu objetivo é operar com um colchão adicional, por isso não há necessidade de rebalanceamentos mais curtos.

Por fim, há também volatilidade nas LFTs. Sim, os títulos pós fixados também variam de preço. Curiosamente, historicamente a estrutura de spread (taxa) das LFTs é uma curva S. As mais curtas são estáveis, a taxa aumenta no médio prazo e aumenta em menor escala vs. prazo nas mais longas. O GPOS11 investe nas LFTs mais curtas para minimizar essa parcela de volatilidade também.

O RISCO DE DESENQUADRAMENTO

A NTN-B longa: um título indexado ao IPCA com vencimento acima de 25 anos e prazo de repactuação superior a 20 anos. Hoje, cada ponto percentual de peso nesse título adiciona cerca de 80 dias ao PMR consolidado.

Porém, a NTN-B mais longa também é o ativo de maior volatilidade. Isso significa que seu preço pode subir ou cair. Quando seu preço cai, o peso que este ativo representa na carteira também cai. E é aí que reside o perigo de desenquadramento. Uma NTN-B mais barata, após a queda de preço (taxa de juros mais alta), adiciona menos dias de prazo na carteira porque ela representa um percentual menor da carteira.

Por isso, o índice é construído com um colchão de prazo.

COMO O ÍNDICE DO GPOS11 É CONSTRUÍDO

A carteira é reconstruída mensalmente a partir de um funil de elegibilidade.

Do lado das LFTs, são selecionadas as 5 LFTs mais curtas com volume negociado mínimo de R$ 500 milhões nos dois meses anteriores ao rebalanceamento com prazo superior a 40 dias.

Do lado da NTN-B, é selecionada a com maior prazo até o vencimento. As NTN-Bs principal não entram.

Cada etapa desse funil responde a um risco específico, e nenhuma delas é decisiva isoladamente. O piso de liquidez garante que a carteira contenha apenas títulos que o gestor consegue montar e desmontar sem impacto relevante de preço. O prazo mínimo de 40 dias evita carregar uma LFT que vence dentro do próprio ciclo de rebalanceamento. A seleção das LFTs mais curtas reduz a sensibilidade a ágio e deságio na marcação e ajuda no detalhe da volatilidade.

O resultado é um encadeamento de replicabilidade, baixa oscilação e prazo.

A ponderação traduz essa lógica em números. As cinco LFTs entram com pesos iguais, o que ajuda a reduzir o turnover e os custos operacionais da carteira. O peso da NTN-B é recalculado a cada rebalanceamento como aquele necessário para que o PMR atinja os 885 dias. O controle de prazo é, portanto, uma regra de construção, e não um resultado observado depois.

A metodologia resumida está exemplificada na figura a seguir. Todas as metodologias completas e atualizadas são disponibilizadas no site da Teva Indices (tevaindices.com.br).

Gráfico 1. Regras da metodologia do Índice Teva ITBR Selic Inteligente.

A escolha do alvo responde ao fato de que o PMR decai com a passagem do tempo. A folga de 165 dias até a fronteira de 720 equivale a mais de cinco meses de decaimento, e absorve todos os períodos do backtest para variação das NTN-Bs.

O QUE DIZEM DEZ ANOS DE HISTÓRICO

Antes do retorno, a métrica que a metodologia se propõe a entregar: em dez anos, o percentual de dias com PMR abaixo de 720 dias foi de 0,00%. Como a apuração é diária e não há tolerância regulatória, essa informação é muito relevante. Ela indica que, em todo o período simulado, um investidor que vendesse suas cotas em qualquer dia de pregão encontraria a carteira enquadrada na faixa de 15%.

Gráfico 2. Considera a cotação entre os dias 01/06/2016 e 29/05/2026.

Do lado do risco, o custo dessa engenharia foi baixo: volatilidade anualizada de 0,90% em 12 meses, e 1,06% em 24 meses. Drawdown máximo de -2,30%, registrado na crise da covid-19, e oito meses negativos em dez anos, cerca de 7% dos meses. Praticamente toda essa oscilação vem da perna de NTN-B, que teve peso médio de 10,09% da carteira desde o início.

Do lado do retorno, o índice acumulou 146,81% desde o início (contra 144,44% do DI), equivalente a um CAGR de 9,61% (contra 9,50% do DI), enquanto nos últimos 12 meses o retorno foi de 14,36% (contra 14,82% do DI). O turnover dos últimos doze meses foi de 38,21%, compatível com uma carteira de cinco LFTs curtas rolando vencimentos.

CONSISTÊNCIA DE RETORNO

A leitura dos dados de consistência traz um aprofundamento de entendimento.

Usamos as janelas móveis para entender como o índice se comporta em relação ao DI ao passar do tempo. Nessa métrica, o índice superou o DI em 45,2% das janelas móveis de 12 meses, 39,8% das de 24 meses e 55,1% das de 60 meses.

Adicionalmente a essa métrica, analisamos o excesso de retorno médio para entender o quanto o índice variou em relação ao DI, é uma medida de descolamento. Com excesso de retorno médio de +0,04%, +0,05% e de 0,00% nas janelas de 12, 24 e 60 meses, podemos ver que o índice é aderente ao DI.

Gráfico 3. Consistência de retorno, excesso de retorno sobre o DI em janelas móveis de jun/16 até maio/26.

Esses números mostram uma coisa muito importante: o investidor de um fundo como esse não deve esperar aquele reloginho de aderência ao DI. Pela sua construção com uma NTN-B longa, há volatilidade e, apesar de no longo prazo, o índice ser próximo ao retorno composto do DI, pode haver flutuações.

O IMPACTO TRIBUTÁRIO – ETF DE RENDA FIXA VALE A PENA?

Para entender a comparação do imposto sobre o ETF de renda fixa e outros investimentos, elaboramos uma simulação ilustrativa. Esses números servem para auxiliar, mas não são números reais de investimentos. Por exemplo, aqui estamos utilizando a rentabilidade do ETF de renda fixa como 100% da Selic, que não é o caso do GPOS11 que tem um componente de NTN-B e pode ficar acima ou abaixo da Selic.

Nessa simulação matemática utilizamos algumas premissas.

Custo de administração do ETF de RF: 0,10%

Custo de administração do fundo de Renda Fixa: 0,10% (o mesmo).

Come-cotas: aplica-se o prazo máximo sem come-cotas antes de sua aplicação (meio ano em dias úteis).

IOF: Tabela regressiva de 96% a 0% no primeiro mês (dias corridos).

Alíquota de IR dos investimentos em RF: alíquota regressiva de 22,5% a 15%, com 2,5% de redução a cada seis meses.

Selic: 14,0% utilizada como rentabilidade de um ETF de renda fixa para fins de simulação.

CDI: 13,9%

Tesouro direto (LFT): Taxa de custódia de 0,20%

Emolumentos B3: 0,03% (valores que são pagos para B3 na compra e venda da quota)

% DI Líquido de IR: A análise traz o resultado já após recolhimento dos impostos e custos.

Resultado
(% DI líquido de IR)
179 dias 359 dias 719 dias 1080 dias
Retorno % DI (líq. IR) Retorno % DI (líq. IR) Retorno % DI (líq. IR) Retorno % DI (líq. IR)
CDB 5,2% 77,5% 11,1% 80,0% 24,5% 82,5% 40,5% 85,0%
Fundo RF (0,10% taxa adm) 5,1% 76,9% 11,0% 79,3% 24,3% 81,8% 40,2% 84,2%
LFT 5,1% 76,8% 11,0% 79,3% 24,2% 81,7% 40,1% 84,1%
ETF de Renda Fixa IR 15% 5,7% 85,1% 11,8% 85,3% 25,4% 85,5% 40,8% 85,6%
Tabela 1. Simulação ilustrativa com as premissas acima (Selic 14,0% a.a.; CDI 13,9% a.a.). Os horizontes de 179, 359 e 719 dias correspondem à véspera de cada mudança de faixa da tabela regressiva de IR. Não representa rentabilidade real de nenhum produto. A rentabilidade do índice Teva ITBR Selic Inteligente tem volatilidade e não é um índice de 100% LFT. A rentabilidade é apurada em dias úteis base 252.

O ETF de Renda Fixa enquadrado em 15% é ganhador no curto, médio e longo prazo quando se compara seu rendimento após os recolhimentos de IR.

Duas observações sobre a leitura da tabela. A primeira: os horizontes de 179, 359 e 719 dias não são arbitrários, correspondem à véspera de cada mudança de faixa da tabela regressiva, ou seja, ao pior caso para o ETF na comparação. Mesmo assim, a vantagem é máxima nos prazos curtos (mais de 8 pontos percentuais de DI líquido aos 179 dias) e converge no longo prazo, à medida que os demais produtos também alcançam a alíquota de 15%.

A segunda observação é o que a tabela não mostra. Acima de três anos, dificilmente há CDB disponível no mercado: o título vence, o imposto é recolhido no vencimento e o investidor precisa reaplicar o valor líquido, reiniciando a contagem da tabela regressiva a cada rolagem e perdendo a composição sobre a parcela paga em imposto. No ETF, os títulos são rolados dentro da carteira, sem evento tributário: o imposto só é devido na venda das cotas. Em horizontes longos, portanto, a tabela subestima a vantagem do ETF.

DO ÍNDICE AO PRODUTO: O GPOS11

O GPOS11, ETF de Tesouro Selic Inteligente, estreia na B3 em 1º de setembro de 2026 replicando o Índice Teva ITBR Selic Inteligente. A gestão do fundo é da Grão; o cálculo do índice, a verificação de elegibilidade e as regras de rebalanceamento são de responsabilidade da Teva Indices. Essa separação de papéis é um dos pilares de governança mais importantes de um ETF de renda fixa indexado, garantindo um processo decisório 100% independente.

No final do dia, o índice é o cálculo do retorno que o investidor deve ganhar. O fato de a regulação exigir a aderência de retornos entre o fundo e o índice garante auditabilidade dos retornos do fundo, controle sobre a gestão e é uma das poucas “garantias” do investidor.

Em termos de eficiência, além do enquadramento tributário, a taxa de administração total de 0,10% ao ano é uma das mais competitivas do mercado.

RISCOS E LIMITAÇÕES

  • Não é caixa puro. Cerca de 10% da carteira está em uma NTN-B de prazo muito longo, que oscila de forma significativa em choques de juro real. O drawdown máximo de -2,30% e os oito meses negativos em dez anos são a medida histórica desse efeito.
  • O enquadramento é mitigado, não garantido. A folga de 165 dias e o histórico de 0,00% dos dias abaixo de 720 descrevem um risco reduzido a nível muito baixo, não eliminado. Mudanças legislativas e eventos extremos de liquidez permanecem fora do controle da metodologia.
  • Aderência não é igualdade. O índice acompanha o DI com desvios de curto prazo nas duas direções e ficou abaixo do DI em mais da metade das janelas de 12 e 24 meses, ainda que por margens pequenas.
  • Histórico simulado. Os dez anos apresentados correspondem à aplicação retroativa das regras da metodologia, não a histórico de gestão efetiva.

PERGUNTAS FREQUENTES

Por que 885 dias, e não 720?

Porque 720 é a fronteira que não pode ser cruzada, e o PMR decai a cada dia que passa. Os 165 dias de folga são suficientes para absorver todos os momentos de oscilação do mercado observados no backtest.

Se a carteira é quase toda de LFT, por que existe uma NTN-B de 2060 nela?

Porque a LFT, para efeito de PMR, contribui com prazo de apenas 1 dia. Sem um ativo longo, uma carteira 100% LFT ficaria estruturalmente na faixa de 25% de IR. A NTN-B mais longa está lá para comprar prazo com o menor peso possível.

Preciso ficar dois anos investido para pagar 15% de IR?

Não. Em ETFs de renda fixa a alíquota é definida pelo enquadramento da carteira na data da venda, e não pelo tempo de permanência. Estando a carteira acima de 720 dias de PMR, a alíquota é de 15% desde o primeiro dia. Também não há come-cotas.

O índice tem como objetivo superar o DI?

Não. O objetivo é aderência ao DI com volatilidade muito baixa e enquadramento tributário eficiente. O excesso de retorno bruto observado é residual; o diferencial relevante está no retorno líquido de imposto.

ETF de renda fixa tem IOF ou come-cotas?

Não. Não há incidência de IOF ou come-cotas nos ETFs de renda fixa.

(1) A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é um fórum internacional que reúne 38 países desenvolvidos e de alta renda com o objetivo de promover o crescimento econômico, o bem-estar social e a expansão do comércio mundial. Global Debt Report 2025.

Fontes: Teva Indices (metodologia e dados do índice); Lei nº 13.043/2014 e IN RFB nº 1.585/2015; B3; OCDE — Global Debt Report 2025; Grão (dados do GPOS11).

Este material tem caráter exclusivamente informativo e educacional e não constitui oferta, recomendação de investimento ou aconselhamento tributário. As informações sobre tributação refletem as regras vigentes em agosto de 2026 e podem ser alteradas. Os dados de desempenho referem-se a histórico do índice, com data-base de maio de 2026, e não representam histórico de gestão efetiva. Retornos passados, simulados ou realizados, não são garantia de retornos futuros. Antes de investir, leia os documentos do fundo e avalie a adequação do produto ao seu perfil. A Teva Indices é responsável pelo cálculo e pela manutenção do índice; a gestão do GPOS11 é de responsabilidade da Grão.

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